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31 de julho de 2020

Governo estuda desonerar salários em troca de imposto digital

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O Ministério da Economia estuda propor uma desoneração de até 25% da folha de pagamento das empresas para todas as faixas salariais. O corte de impostos sobre os salários é um objetivo antigo de Paulo Guedes, que vê na tributação uma arma de destruição de empregos. Mas, para abrir mão dessa receita, a equipe econômica considera necessária a criação de um novo imposto, a ser aplicado sobre pagamentos. 

Os técnicos calculam uma alíquota mínima de 0,2%, estimam que ela renderia anualmente R$ 120 bilhões aos cofres públicos. Esse montante seria suficiente para desonerar empresas a pagar impostos aplicados até um salário mínimo (hoje, em R$ 1.045). Cortar tributos para essa faixa e estender ao menos parte da medida para as demais demandaria uma alíquota maior.

Além de bancar a desoneração, o novo imposto deve servir para bancar o Renda Brasil. O programa social está em formulação e substituiria o Bolsa Família (criado na era Lula), com mais pessoas e um valor mais alto. O assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, disse que a proposta do novo imposto deverá ser enviada em agosto ao Congresso. 

O imposto é planejado por Guedes desde o começo do governo, mas até hoje nunca foi apresentado oficialmente. A ideia recebe críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e já foi contestada publicamente até pelo presidente Jair Bolsonaro.

O governo trabalha com urgência nos estudos. As propostas precisam ser consideradas no projeto de Orçamento do ano que vem, a ser enviado até 31 de agosto ao Congresso.

Fonte: GaúchaZH

 

Autoria: Assessoria de Imprensa

 

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